O Cruzeiro fez uma grande partida e poderia ter goleado os
reservas do Santos na Arena do Jacaré, neste sábado, pela quarta
rodada do Brasileirão. Mas ainda não foi o dia de conquistar a
primeira vitória na disputa. Depois de sair na frente, com gol de
pênalti de Montillo, o time celeste cedeu o empate aos 44 minutos
do segundo tempo. Borges aproveitou de falha da defesa e marcou de
cabeça.
Montillo teve chance clara aos 12, quando recebeu cruzamento
perfeito de Wallyson. Diante da meta, ele escorregou e permitiu a
recuperação dos marcadores. Aos 30, após chute certeiro, ele
pareceu não acreditar na defesa do goleiro santista.
O Cruzeiro mostrou muita agressividade pelo lado direito, pois
também contou com um primeiro tempo inspirado do lateral Vitor e do
atacante Wallyson. No meio, Fabrício foi o volante com mais
liberdade para avançar. Em seu primeiro jogo como titular, após
sete meses, ele mostrou precisão nos passes e deu dois chutes
perigosos de fora da área. No segundo arremate, aos 36, Aranha.
Como era esperado, o Santos explorou os contragolpes e teve no
meia Roger o seu homem mais perigoso no ataque. Foram dele as três
conclusões perigosas, aos 11, aos 21 e aos 31. Na segunda, a bola
desviou em Leo e pegou Fábio no contra-pé. Por sorte, ela saiu à
linha de fundo. Na terceira, o goleiro cruzeirense fez uma defesa à
queima-roupa e impediu que os paulistas ficassem em vantagem.
Em resumo, o Cruzeiro pressionou quase todo o tempo e,
visivelmente, também se perdeu um pouco pela ansiedade, pois tinha
a consciência de que estava obrigado a vencer a partida, ainda mais
contra um Santos que usou uma formação 100% reserva.
Desastre no final
Os dois times voltaram com as mesmas formações e o Cruzeiro
manteve a sua pressão, só que ainda mais forte. Nem a perda do
lateral Vitor, aos três minutos, por contusão, diminuiu o ímpeto do
time de Cuca. A missão de abrir o placar foi facilitado aos quatro,
quando Vinicius Simon cometeu falta dura em Montillo e foi expulso
por acúmulo de cartões amarelos. Imediatamente, Muricy Ramalho
trocou o ataque Tiago Alves pelo zagueiro Wallace.
Ironicamente, a primeira ação de Wallace em campo foi cometer
falta sobre Anselmo Ramon. Na batida, Montillo finalmente levou a
melhor sobre Aranha e marcou no canto esquerdo: 1 a 0.
Os cruzeirenses foram muito superiores nos dois tempos e
desperdiçaram várias oportunidades. Parte dessa culpa pode ser
atribuída ao goleiro Aranha, o nome do Santos na Arena do
Jacaré.
O gol santista ocorreu numa das raras chances do Peixe na etapa
final.
Com o empate, o Cruzeiro vai a dois pontos, segue na zona de
rebaixamento e fica a dez de distância do líder São Paulo, que
venceu o Grêmio. O Santos encerra o sábado em décimo, com cinco
pontos.
Aranha, a barreira
Ao Cruzeiro, no primeiro tempo, sobraram disposição, variação de
jogadas e oportunidades. Mas o gol não saiu por culpa de Aranha. O
goleiro santista fez defesas importantes e se tornou um dos
destaques em campo. Do lado azul, ou melhor, verde, quem jogou
muito foi Montillo. O argentino participou praticamente de todas as
jogadas ofensivas, incomodou com suas arrancadas em direção ao gol
e esteve perto de marcar ao menos três vezes.
A condição de volante não impediu Fabrício de ser um dos homens
mais importantes no ataque do Cruzeiro. Antes do gol de Montillo,
ele já havia levado muito perigo em chute de fora da área. Aos 15,
ele recebeu passe da direita e, de novo, a bola saiu perto da
trave.
Fabrício só deixou o time aos 22 minutos, para a entrada de
Pablo, porque a substituição já estava combinada. A longa
inatividade não permitiria que ele jogasse no mesmo ritmo todo o
tempo.
O Cruzeiro não se contentava com o placar magro e impunha ao
Santos uma forte pressão. Leo quase fez de cabeça aos 18, após
cobrança de escanteio. Aos 23, Montillo ficou cara a cara com
Aranha, tentou a assistência e o defensor fez o corte salvador.
Por contusão, Henrique foi substituído por Leandro Guerreiro aos
32. Dois minutos depois, Aranha fez outra defesa espetacular em
chute à queima-roupa do atacante Wallyson, pela direita.
Aos 37, foi a trave que parou o Cruzeiro. Montillo chutou de
fora da área e a bola explodiu no travessão. Nos minutos finais, o
time celeste cansou de perder gols na grande área santista.
De tanto perder, o Cruzeiro acabou penalizado. Aos 44, Borges
aproveitou cruzamento na área, em cobrança de falta da esquerda,
subiu sozinho e mandou no canto direito de Fábio: 1 a 1. (UAI)
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